Canção de ninar, de Leïla Slimani

 


Quem cuida dos seus filhos quando você não está olhando? Apesar da relutância do marido, Myriam, mãe de duas crianças pequenas, decide voltar a trabalhar em um escritório de advocacia. O casal inicia uma seleção rigorosa em busca da babá perfeita e fica encantado ao encontrar Louise: discreta, educada e dedicada, ela se dá bem com as crianças, mantém a casa sempre limpa e não reclama quando precisa ficar até tarde.

Aos poucos, no entanto, a relação de dependência mútua entre a família e Louise dá origem a pequenas frustrações – até o dia em que ocorre uma tragédia.

Com uma tensão crescente construída desde as primeiras linhas, Canção de ninar trata de questões que revelam a essência de nossos tempos, abordando as relações de poder, os preconceitos entre classes e culturas, o papel da mulher na sociedade e as cobranças envolvendo a maternidade.

Publicado em mais de 30 países e com mais de 600 mil exemplares vendidos na França, Canção de ninar fez de Leïla Slimani a primeira autora de origem marroquina a vencer o Goncourt , o mais prestigioso prêmio literário francês.

Sinopse da editora

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Canção de Ninar é um daqueles livros que você ama ou odeia. Não espere uma história com começo, meio e fim - se começar a leitura sem expectativas, a possibilidade de gostar do livro é muito maior. Isso porque a autora não se preocupa em entregar respostas para o leitor, e sim motivações. Logo nas primeiras linhas do capítulo inicial já ficamos cientes de que um crime acontece, e quem cometeu tal crime. A partir daí somos apresentados aos personagens centrais, os secundários e como todos se sentiam convivendo com a criminosa. 

A cada personagem adicionado, a autora mostra em uma escrita direta acontecimentos que deixam subentendido as intenções da protagonista - não há nada mastigado e isso pode incomodar muitos leitores. Não foi o meu caso, pois gosto de me sentir desafiada a pensar além do que está escrito ali. 

Há também um outro desafio camuflado: como há diferentes criticas sociais indiretas na narrativa, somos induzidos muito sutilmente a avaliar até onde vai a nossa empatia diante das pressões sofridas tanto na vida da mãe como da babá. 

Um livro curtinho, com uma escrita que prende muito a atenção, que me fez devorar a história em pouquíssimos dias. 

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